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A ditadura de Fábio Mitidieri

No poder há cerca de duas décadas, o grupo que hoje lança Fábio Mitidieri (PSD) como seu mais novo representante demonstra como tem agido para garantir a perpetuação no comando do Governo do Estado de Sergipe. Dentre as principais armas utilizadas pelos governistas estão a sabotagem e a perseguição. Essas duas práticas têm sido levadas à risca pela pré-campanha, considerada por muitos eleitoralmente ditatorial, de Mitidieri ao Governo do Estado de Sergipe.

A primeira prática foi executada com maestria pelos situacionistas, ao retirarem do jogo um nome que até então aparecia como opção mais forte do grupo, o prefeito de Aracaju Edvaldo Nogueira (PDT), que carregava um potencial de votos inconteste, além de ser um quadro com a menor das rejeições dentro do agrupamento. O perfil técnico e mais ligado e o histórico de vice-prefeito da gestão aracajuana de Marcelo Déda, teria assustado a ala situacionista das antigas raposas políticas que também compõem o grupo, sendo necessário, portanto, frear a ascensão do pedetista, reservando a ele a vaga indicação de vice na chapa da pré-candidatura hesitante de Fábio Mitidieri. 

Depois, com a dificuldade de emplacar força no projeto político majoritário, e depois acompanhar o crescimento cada vez maior do fenômeno Valmir de Francisquinho, pré-candidato a governador pelo PL que tem liderado com folga praticamente todas as pesquisas de intenção de votos divulgadas até o momento, a pré-campanha de Fábio Mitidieri passou a adotar uma antiga prática autocrática: a perseguição. 

Ao mobilizar uma força-tarefa advocatícia para dar assistência no caso que poderia retirar Valmir das urnas, os caciques políticos da situação investiram na judicialização das eleições de 2022 como sendo o único meio de Fábio Mitidieri obter êxito eleitoral este ano. Mas os analistas políticos dizem que o efeito tem sido o contrário do pretendido: cresce a rejeição a Mitidieri e a antigas figuras do agrupamento dominante em razão das práticas antidemocráticas para a permanência no poder.

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