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Sergipe registrou 147 mil desempregados em setembro, mostra IBGE

Em Sergipe, 775 mil pessoas tinham algum trabalho e 147 mil estavam desempregadas, no mês de setembro, conforme divulgou a pesquisa Pnad Covid-19, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (23). O número de desempregados é o maior aumento registrado desde maio, quando o levantamento começou a ser realizado.

O número de pessoas ocupadas vinha caindo em Sergipe: eram 826 mil em maio, 806 mil em junho e 737 mil em julho. Em agosto, o número aumentou pela primeira vez, chegando aos atuais 745 mil e em setembro, permaneceu em alta. No entanto, o desemprego continuou a subir. Em maio o número era de 65 mil, passando a 84 mil em junho, 100 mil em julho, 114 mil em agosto e 147 mil em setembro.

Para as estatísticas de mercado de trabalho, são consideradas desocupadas as pessoas que não tinham trabalho, mas que estão disponíveis para assumir uma ocupação e estão em busca de emprego. O estudo considera aptas a trabalhar pessoas com idades a partir dos 14 anos. No estado, esse contingente era de 1.840 milhão em agosto.

Das 775 mil pessoas ocupadas em setembro, 205 mil eram empregados do setor privado com carteira de trabalho assinada. Esse número permaneceu estável, quando comparado com agosto. O número de empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada também apresentou estabilidade em setembro, chegando a 126 mil.

A quantidade de trabalhadores por conta própria cresceu entre agosto e setembro e chegaram a 209 mil. Em setembro, o IBGE destacou um aumento no número de trabalhadores do segmento de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (de 126 para 135 mil), o setor da indústria em geral (de 58 para 66 mil), assim como a indústria de transformação, que foi de 46 para 53 mil.

Os outros setores apresentaram estabilidade. Em relação às pessoas ocupadas por grupamentos de ocupação, o número de trabalhadores de serviços, vendedores dos comércios e mercados voltou a subir em setembro (134 mil), assim como o de ocupações elementares (162 mil).

Afastamento e trabalho remoto

O levantamento também apontou que, desse quantitativo, 37 mil pessoas estavam afastadas do trabalho, devido ao distanciamento social, e 64 mil pessoas estavam em trabalho remoto.

Os afastamentos, segundo o IBGE, vêm reduzindo expressivamente desde o início da pandemia: em maio, eram 197 mil pessoas, passando a 167 mil em junho, 86 mil em julho e 50 mil em agosto.

Já o número de pessoas em trabalho remoto manteve-se estável em comparação aos últimos três meses, assim como o número de pessoas ocupadas, mas afastadas por outro motivo que não o distanciamento social, que foi de 27 mil pessoas. Segundo o IBGE, essas pessoas podem estar em férias, licenças remuneradas ou não, entre outras situações que não descaracterizam a condição de ocupação.

Via G1 Sergipe

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