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O declínio grupo político de Fábio Henrique em 2022

O deputado federal Fábio Henrique (União Brasil) tem encontrado limitações na sua pré-campanha para tentar retornar à Câmara dos Deputados. Com a debandada de fortes lideranças que o apoiavam e a presença de pré-candidatos com grande força política e potencial de votos dentro do mesmo partido, Fábio foi apresentado a um cenário eleitoral cada vez mais hostil.

Um dos empecilhos do deputado federal, é a movimentação do correligionário Rodrigo Valadares, que recebeu a adesão de uma das principais peças políticas de Fábio Henrique: o Major Toledo, figura ativa na articulação da campanha de Fábio em 2020. Atualmente, o Major rompeu com o parlamentar e se encaminha para ser candidato a deputado estadual pelo PP.

Outra personalidade política que deixa o grupo de Henrique em Socorro é Maria da Taiçoca, que foi vice do parlamentar nas eleições municipais e agora é pré-candidata à uma cadeira na Câmara Federal pelo PSD. A entrada de Taiçoca no pleito deste ano, pode lançar por terra a mínima chance de reeleição de Fábio Henrique. Taiçoca concentra o seu potencial de votos em Socorro, onde foi presidente da Câmara Municipal por oito mandatos.

Além dessas baixas, outro desgaste na pré-campanha de Fábio Henrique foi gerado pela aliança equivocada com o Dr. Samuel (Cidadania), parlamentar malquisto pelos indícios de participação em rachadinhas e por não ter contribuído com o repasse para a causa dos garis de Carmópolis. Além do mais, a própria união entre Fábio e Dr. Samuel é contraditória, visto que o deputado estadual nem mesmo pode empregar o discurso da renovação no caso da aliança com Henrique, que já é figurinha carimbada no poder.

Esses fatores, aliados ao baixo desempenho de Henrique na última pesquisa do Opinião desta semana, evidenciam a fragilidade do projeto do político de Socorro em 2022.

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