Nos últimos anos, o índice de ameaças e assassinatos por arma branca em escolas alcançou níveis nunca antes vistos no país. Seja por influência de grupos extremistas ou por transtorno de psicopatia, os malfeitores veem os colégios como cenário ideal para prática de crimes, já que esses ambientes não possuem segurança armada.
A realidade das escolas brasileiras caminha rumo à violência. Por isso, o delegado e candidato a deputado federal, André David, vê o armamento civil como uma das soluções para o problema. “Quando um adolescente invade um colégio e mata pessoas, ele o faz porque possui transtornos psicológicos, isso não se relaciona à arma de fogo. É comum haver casos como o de Santa Catarina, que um rapaz de 18 anos invadiu uma creche e esfaqueou alunos e professores”, conta o delegado em entrevista.
Na região sul, onde há secretarias especializadas em registrar e resolver os casos de violência nas escolas, professores atacados por estiletes em São Paulo, alunas agredidas com faca no Rio de Janeiro e jovens detidos com arma de fogo, como no Paraná, se tornaram histórias recorrentes.
O delegado diz que no Brasil existe uma desqualificação das armas. Porém, quando filhos e professores se tornam vítimas de assassinos, o cenário deveria mudar de figura. “Se fosse um filho ou parente nosso que estivesse sob ameaça de um jovem perturbado, é claro que gostaríamos que alguma autoridade pudesse detê-lo. Por isso eu defendo o armamento civil. O maior índice de mortes no Brasil é por acidentes de trânsito, mas não proibimos o uso de carros. Então, por que não cuidar da segurança dos nossos jovens?”, questionou o candidato.

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