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Novo vírus de celular desvia dinheiro via Pix; saiba como se proteger

Criminosos brasileiros desenvolveram um vírus que consegue desviar dinheiro via Pix e “limpar” a conta dos usuários. A tecnologia foi detectada em dezembro de 2022 e já figura como a segunda fraude mais registrada toda América Latina, segundo o jornal Folha de São Paulo.

De acordo com o Jornal, os hackers usam notificações e aplicativos falsos para infectar os celulares. A partir daí, os eles conseguem trocar o destinatário e o valor da transferência, já que o vírus consegue acessar a etapa anterior à solicitação da senha. Ao final, os estelionatários levam até 95% do saldo da conta em um único golpe.

Além disso, entre os indícios de que o programa corrompeu o celular, estão uma tremedeira na tela e lentidão para carregar. Usuários já relataram que o golpe começava com o anúncio de uma atualização do WhatsApp, que redirecionava para um simulacro do app de mensagens. Uma vez que o programa “Atualização WhatsApp v2.5” era baixado, o sistema ficava comprometido.

Segundo a empresa de cibersegurança Kaspersky, o app foi retirado do ar da Google Play, mas também há um vírus para dispositivos da Apple, como os Iphones, embora este seja menos comum. Aliás, o Google informou que os usuários de dispositivos android estão protegidos pelo Google Play Protect, que identifica comportamentos nocivos nos apps e alerta os usuários.

Como se proteger

A empresa de cibersegurança indica que, para se prevenir do golpe, o primeiro passo é suspeitar de qualquer notificação que peça “acesso às opções de acessibilidade”. “Essa permissão dá amplo acesso às funcionalidades do smartphone e só é necessária para quem precisa de algum auxílio do aparelho para usar aplicativos, que devem ser selecionados criteriosamente”, diz a publicação.

De acordo com o diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky, Fabio Assolini, a escolha de atuação no Pix pelos criminosos é devido à velocidade oferecida pela ferramenta, já que a tecnologia de pagamentos instantâneos permite dispersar o dinheiro entre várias contas, o que dificulta o rastreio dos valores.

Com informações do Diário do Nordeste*

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