A poucos meses para as eleições de 2022, estão sendo intensificados os debates sobre perseguição política contra os cristãos, que representam boa parte do eleitorado brasileiro. Em Sergipe, para o deputado estadual e candidato a deputado federal, Rodrigo Valadares (UB), os religiosos não podem ignorar o cenário político atual, pois é a liberdade e os princípios que estão sendo colocados à prova.
Evangélico, o único deputado conservador e bolsonarista na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) afirma ainda que a perseguição política contra os cristãos já começou e “muitos não se deram conta”. Em relação aos religiosos que votam na esquerda, o candidato a deputado federal acredita que é incoerência acreditar nos princípios bíblicos e apoiar quem vai de encontro a eles.
“O cristão precisa ter maturidade para perceber que estamos em uma guerra entre o bem e o mal. É extremamente incoerente seguir a Deus e apoiar a esquerda, que defende o aborto, a ideologia de gênero nas escolas, erotização das crianças, destruição da família no modelo tradicional, entre outros absurdos”, disse.
Apesar da junção ‘política e religião’ ainda ser um tabu para muitos, nos últimos anos o tema tem sido amplamente discutido por todo o mundo. No Brasil, o assunto volta a ser objeto de debate após a possibilidade de um eventual governo Lula fechar igrejas evangélicas.
Esse boato ganha vida exatamente na semana em que se comentava, no cenário político, sobre o fato da esposa do candidato petista, Rosângela Santos, praticar o candomblé, em um país em que católicos somam o maior grupo religioso.
De tal forma, o presidente Jair Bolsonaro (PL), que já tem a liderança entre eleitores evangélicos, deve somar a essa parcela aos sufragistas católicos. Por isso, já circulam informações da campanha bolsonarista para se aproximar do catolicismo. Já da parte da esquerda, Lula (PT) também tem trabalhado em torno da imagem dele, com esse elemento cultural, histórico, de que é o salvador da pátria, como uma espécie de messianismo.

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