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Governo de Sergipe amplia Programa Água Doce e beneficia mais 500 famílias

Nos próximos meses, mais 11 unidades de dessalinização serão instaladas

No semiárido, garantir água de qualidade sempre foi um desafio para as famílias que dependem de poços artesianos ou da água da chuva. Para mudar essa realidade, o Programa Água Doce tem instalado sistemas de dessalinização em várias comunidades sergipanas, levando saúde, dignidade e segurança para quem mais precisa.

Recentemente, três novos sistemas de dessalinização foram entregues nos povoados Saco do Camisa, em Poço Verde; Bela Aurora, em Porto da Folha; e no assentamento Carlos Prestes, em Carira. No total, cerca de 500 famílias passaram a ter acesso à água tratada. Já são 32 unidades em funcionamento em nove municípios, beneficiando cerca de oito mil pessoas. Mais 11 unidades serão instaladas nos próximos meses.

No povoado Saco do Camisa, a moradora Edinalva Batista e Silva explica o impacto da iniciativa. “Essa água é um tesouro para a nossa comunidade. Antes, muita gente precisava comprar ou buscar água longe. Agora temos água boa para beber e cozinhar. É uma alegria cuidar disso porque é para o bem de todos”, afirmou.

O agropecuarista José Almir de Oliveira Souza, morador do povoado Cacimba Nova, em Poço Verde, comenta que a família agora consome a água tratada pelo programa, enquanto a água do poço é usada para as tarefas domésticas e para matar a sede dos animais. Ele lembra que, antes do sistema, a comunidade dependia de água sem tratamento. “Antes, era água de caminhão-pipa ou de chuva e essa tinha resíduo do telhado. Hoje, a água é muito boa”, destacou.

Funcionamento

O sistema funciona de forma simples para as famílias. A água é captada dos poços, tratada, passa por filtros e pela osmose reversa, que é uma tecnologia que retira o excesso de sal, e chega limpa aos moradores, pronta para beber e cozinhar. Em algumas comunidades, até o concentrado salino é reaproveitado, ajudando na criação de tilápias ou no cultivo de plantas adaptadas ao solo.

Além de garantir água de qualidade, o programa também fortalece a organização comunitária. Os moradores participam da gestão do sistema, elegem um grupo responsável pelo funcionamento diário e contribuem com um pequeno valor mensal para ajudar nas manutenções.

Ana Maria de Oliveira Souza Santos também é moradora de Cacimba Nova e ressaltou que a chegada do sistema para a comunidade ajudou a unir as pessoas na gestão do equipamento. “A vinda do sistema mudou completamente a qualidade de vida. A nossa saúde melhorou 100% porque água é vida e precisamos dela para sobreviver. É a gente que toma conta, que gere os recursos e arrecada um valor simbólico das famílias para a manutenção”, explicou.

 

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