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Injustificável: município de apenas 12 mil habitantes investe orçamento equivalente à construção de 6 escolas e 1 posto de saúde em uma única banda

A recente decisão da prefeitura de Malhador, município com apenas 12 mil habitantes, segundo o IBGE, de investir R$ 900 mil no show do cantor Wesley Safadão para a Festa de Março, que acontece no próximo dia 30, tem gerado grande revolta entre os moradores.

E não é para menos. Para se ter uma ideia da magnitude desse gasto, o valor destinado a uma única apresentação seria suficiente para a construção de aproximadamente seis escolas, tomando como base o custo médio de R$ 142,5 mil por unidade em Humaitá, no Amazonas.

Além disso, o montante também equivale ao custo de cerca de 1,4 postos de saúde, considerando a média de R$ 630 mil por unidade em Porto Murtinho, no Mato Grosso do Sul.

É importante destacar que a crítica não se direciona à realização da festa em si, que é uma tradição local, mas sim ao alto valor pago a um único artista. O recurso poderia ter sido distribuído entre várias atrações com valores mais razoáveis, garantindo o mesmo impacto econômico para Malhador, mas sem comprometer tanto os cofres públicos.

Por exemplo, com esse valor, seria possível contratar: Henrique e Juliano, que possui o cachê médio para uma apresentação de aproximadamente R$ 550 mil; Jorge e Mateus, de cerca de R$ 450 mil; e Zé Neto e Cristiano, que o cachê médio gira em torno de R$ 400 mil.

Somando os cachês dessas três atrações, o total seria de aproximadamente R$ 1,3 milhão. Embora esse valor ultrapasse o montante investido no show de Wesley Safadão, ele demonstra que, com um planejamento adequado, seria possível diversificar a programação do evento, atendendo a diferentes gostos musicais e potencialmente atraindo um público mais amplo.

Diante disso, a insatisfação popular cresce, com muitos questionando as prioridades da administração municipal e a destinação de recursos que poderiam ser aplicados em áreas essenciais, como educação e saúde.

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