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Professores mantêm resistência em greve mesmo após Justiça de Sergipe proibir atos

A categoria iniciou nesta terça, 2, uma paralisação como protesto contra o baixo valor do reajuste salarial, proposto pelo governo do Estado

Que os professores fazem parte de uma das categorias mais sucateadas de Sergipe não é novidade para ninguém. No entanto, recentes episódios foram a gota d’água para que os profissionais da educação mostrassem uma força feroz para pressionar o governo do Estado e o Legislativo, afim de um maior aumento salarial, indo contra, inclusive, a uma decisão judicial, que proibiu a greve iniciada nesta terça-feira, 2.

De acordo com o presidente do Sintese, professor Roberto Silva, não haverá revogação de paralisação. “Se é para gastar R$3 mil, gasta R$3 mil, se é para gastar seis mil, gasta seis mil. Não tem recuo de paralisação. A paralisação continua (…). A paralisação é suspensa se houver deliberação dos professores em assembleia”, pontuou.

A declaração foi feita após a desembargadora do Tribunal de Justiça de Sergipe, Elvira Maria de Almeida Silva, barrar a paralisação dos professores estaduais, que deverá acontecer até próxima sexta-feira, 6. A ação foi ajuizada pelo governo do estado e a decisão foi publicada na segunda-feira, 1º.

No documento, a desembargadora diz que “a conduta perpetrada pelo Sindicato se revela neste primeiro momento desproporcional, pelo fato de que efetivamente negociações e tratativas de mesma similaridade demandam tempo para abrir caminho para a discussão das propostas salariais”.

No entanto, a proposta do Governo não agradou, nem de longe, a categoria, que defende valorização dos profissionais e o pagamento do piso salarial aplicado por diretrizes nacionais de carreira para o Magistério. De acordo com o Sintese, o reajuste linear de 2,5% para ativos e aposentados, e incorporação de R$ 100 não atendem às expectativas dos profissionais de educação.


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