Com apoio declarado da maioria dos parlamentares em Socorro a Padre Inaldo, deputado vê aumentar as chances de mais um fracasso eleitoral.
Anteriormente confiante e com uma certa vaidade com o clima de “já ganhou” em Nossa Senhora do Socorro, a postura do deputado estadual Samuel Carvalho (Cidadania) começa a ser substituída por uma crescente preocupação, evidenciando as fissuras na confiança outrora inabalável. Isso se deve à recente declaração do presidente da Câmara Municipal, Betinho, à Realce, onde afirmou que a maioria dos vereadores do município deverá apoiar o nome indicado pelo prefeito Padre Inaldo (PP) para sua sucessão nas eleições de 2024.
A declaração de Betinho à revista, que ganhou uma grande repercussão na classe política e na imprensa, impactou a oposição do município, especialmente Samuel, que até então acreditava contar com significativo apoio entre os parlamentares. O cenário coloca o deputado estadual em uma posição delicada, já que Padre Inaldo, que tem histórico de vitórias nas urnas, agora angaria ainda mais apoio dentro de seu forte grupo político, considerado um dos maiores em Sergipe.
A situação é particularmente crítica para Samuel, que já experimentou derrotas nas disputas de 2016, 2020 e 2022, e agora vê aumentar as chances de mais um fracasso eleitoral, diante do fortalecimento da pré-candidatura de Carminha Paiva (Republicanos) para suceder o atual gestor.
No pleito de 2020, Samuel aparecia como líder nas pesquisas de intenção de voto, sugerindo uma possível derrota de Inaldo nas urnas. No entanto, o Padre conquistou 27.042 votos, garantindo sua reeleição, enquanto Carvalho enfrentou uma derrota com 24.018 votos. Esse desfecho ecoou um padrão observado em 2016, quando o atual gestor saiu vitorioso com 35.190 votos, superando os 12.276 votos do deputado.
Nas eleições de 2022, o prefeito demonstrou mais uma vez a força de seu grupo. Durante o pleito, Inaldo exerceu um papel crucial na eleição de um deputado estadual, um senador e no apoio à vitória do governador.
Sua aliada Carminha Paiva (Republicanos), na época, conquistou 15.466 votos no município, tornando-se a mais votada entre os socorrenses e garantindo uma das 24 cadeiras na Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese). Em contrapartida, Samuel obteve menos da metade desse número, totalizando 7.644 votos.
Com esse cenário, a oposição se vê novamente diante do desafio de superar o histórico vitorioso do grupo de Padre Inaldo. Especialmente Samuel, que, anteriormente confiante em sua posição por liderar algumas pesquisas, agora enfrenta a perspectiva de repetir os fiascos eleitorais quando foi derrotado pelo bloco situacionista.

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